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05 maio 2026

Não sei dizer

 


Não sei porque gosto tanto de ti, Lisboa.

Será do Tejo e da foz onde navega?
Mas se há tantos rios a espelhar o céu
O que faz desta margem o rio que é meu?

Não sei porque tanto gosto de ti, não sei.

Ou do artista que ao calcetar-te a calçada
Aí coreografou o meu sapateado?

Será do Campo que é Grande e verdejante
Ou da Liberdade na Avenida corrida?
Gosto de ti e nem sei, Lisboa, do dizer
Se é da cultura ou dos jardins o meu viver.

O que sei é que és a luz já mais amada
E em ti respiro o espanto e canto o fado.

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