Balcão do Poema
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30 junho 2025
funeral
Dobram os sinos num comandar musicado do atirar da terra por sobre ti
29 junho 2025
velório
Que poder mórbido move tantas vontades
Escondido
Escondo
28 junho 2025
sedenta
Sedenta de amor e farta de medo
assim me apresento a ti
27 junho 2025
O quadro
Tu
jazes
no centro
deste quadro sagrado
26 junho 2025
a ceifa
Ultrajados, estamos.
25 junho 2025
da queima do tempo
ponho mais tempo na fogueira não se vá esmorecer
24 junho 2025
corpo presente
A cama e a cadeira emparelham na perfeição
23 junho 2025
en garde!
Condenso uma semana de ausência num frasco de sumo natural
22 junho 2025
incredulidade
Não, não basta o querer
21 junho 2025
da navegação
É preciso baixar as velas da caravela,
20 junho 2025
um pouco de blush?
Entendo o espicaçar da vida na vaidade
19 junho 2025
lengalenga
Como está?
Vai-se andando. Piorando.
18 junho 2025
da lógica
se
o tudo é AGORA
17 junho 2025
da necessidade
Não saber o que queres
16 junho 2025
da ilusão
Desenho flores coloridas dispersas por campos solarengos
15 junho 2025
impotência
Que mãos tão grotescamente inúteis são as minhas
14 junho 2025
hidratação
Vem disfarçado, como naturalmente acontece às almas acanhadas
13 junho 2025
dos filhos
são animalescamente expulsos do ventre
12 junho 2025
dos teus olhos
Já fui a menina dos teus olhos
11 junho 2025
da importância
Num rasgo de ostentação, ofereço-me um valioso abraço
10 junho 2025
a hora do chá
A mais pequena migalha apetece
09 junho 2025
do colar infinito
Entre cartadas e miolos de pão agraciados aos pombos,
08 junho 2025
alívio
Desenho memórias a lápis
07 junho 2025
raízes
Há esta raíz funda, robusta
06 junho 2025
xaile
Corre-te um arrepio pelo xaile
05 junho 2025
oxigenação
O silêncio também faz a tua presença.
04 junho 2025
do despropósito
Não há recuos no tempo.
03 junho 2025
descomandado
quando a mente perde o comando pelo cansaço
02 junho 2025
do não ser
Queria ser uma brisa leve e alegre
01 junho 2025
dos entretantos
o asfalto engole quilómetros de tempo que deixou de o ser
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